Bloco de notas #2

Hi! Lá vamos nós para mais um Bloco de Notas #2 e vou contar para você o que aconteceu comigo algumas semanas atrás.

Moro em uma cidade, mas estudo em outra e passo quase 2 horas no ônibus. Em uma segunda-feira de manhã entrei no ônibus para ir pro estágio, o mesmo estava lotado, logo pensei que iria passar a viagem toda em pé. Contudo o motorista vendo minha situação tirou o homem que estava sentado naquela poltrona pequena que fica ao seu lado e ofereceu para mim. Na inocência e pensando que tinha sido um gesto bondoso – iludida – não pensei duas vezes e sentei. No decorrer da viagem o motorista começou a conversar comigo. Inicialmente era uma conversa normal, sobre a estrada e sobre sua própria vida, contou que tinha uma família com dois filhos e iriam entrar na faculdade próximo ano. Posteriormente começou a perguntar algumas coisas para mim, como para onde estava indo, quantos anos tinha… Fui respondendo e estava sendo uma conversa agradável. Entretanto quando informei onde ia descer, o motorista começou a querer meu número e a ficha caiu. Quando disse que “não gosto de passar meu número para desconhecidos”, o mesmo continuou insistindo e quase não queria parar no meu ponto.

Outra situação:

Em uma noite qualquer estava saindo da aula quando começou a sereno, por sorte encontrei uma amiga com um guarda-chuva que me deu uma carona até o ônibus, contudo outro homem se aproximou e foi conosco no guarda-chuva. Alguns dias depois estava esperando o ônibus no ponto e o mesmo homem daquela outra noite apareceu. Não demorou muito ele disse: Obrigada. No mesmo momento perguntei: Pelo o que?, o mesmo disse: Pela carona que você me deu no seu guarda-chuva. Apenas disse: O guarda-chuva não era meu. Você deveria agradecer a dona. Quando comecei a sair, o mesmo continuou me seguindo e pronunciou: Não importa, quero te agradecer – com um tom nada agradável – Sabia que você é muito linda? Deixa te pagar um lanche no Shopping qualquer dia desses. Apenas disse que ia falar com minha irmã e o deixei.

EU SÓ FUI EDUCADA, as vezes as pessoas são educadas, e só. Não é porque conversei com você no ônibus ou porque dividimos um guarda-chuva que tenho interesse. O pior foi incomodo e constrangimento que senti nas duas situações. Queria ter reagido de outras formas, mas as palavras sumiram.

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