“Até a eternidade, se possível!”

Já se passou um ano que você se foi, parece que foi ontem que tudo aconteceu, porque a dor que eu sinto aqui dentro ainda está tão viva quanto à do dia que lhe perdi. Mas eu não vim aqui parar falar sobre isso, pelo menos não agora. Eu quero falar sobre coisas boas, como os primeiros passinhos do Fernando, eu filmei tudo e vou guardar para mostrar para ele quando completar os 18 anos como a gente havia combinado. Eu sei que onde você estiver deve ter visto, e ficado tão feliz quanto eu. Ele está a cada dia mais parecido com você, e acredita que a primeira palavra que ele disse foi papa. Não duvido nada você ter visto e ficado rindo da minha cara de assustada. Esse momento foi emocionante, queria que você estive-se aqui.. Desculpa, não estou conseguindo conter minhas lágrimas.. Sabe, já estou começando a escrever o livro que tanto queria e estou escrevendo sobre a gente, sobre a nossa história. Não se preocupe, não vai ser mais um daqueles livros tristes que a cada página faz o leitor derramar centenas de lágrimas, o nosso é uma comédia pra lá de muito romântica. E vou dedica-lo exclusivamente a você amor, a pessoa que mais acreditou em mim e que me deu forças para sempre buscar pelos meus objetivos. Obrigada, muitíssimo obrigada!

Antes que eu esqueça trouxe essas flores para você, rosas brancas, quem ver não acredita que elas são do nosso jardim, no fim das contas o dinheiro que a gente gastou nele não foi em vão. É, eu sei que elas são lindas. Elas são um pedacinho da nossa história, lembro-me de quando você me deu aquele saquinho em um dos nossos encontros e você disse que dentro dele tinha uma vida e que ela precisava da gente para sobreviver, quando abrir lá tinha uma semente, como você mesmo disse, “Uma semente de rosa branca é vista por muitos como um símbolo de paz, mas para mim ela simboliza união.. E desde o dia em que lhe salvei daquele temporal sei que você é a mulher que eu quero compartilhar o resto dos meus dias, a eternidade se possível!”.

– Meu amor você aceita essa semente?

– Você é um louco.. Mas é o louco que eu quero ao meu lado por trilhões e trilhões de anos.. Claro que eu aceito amor!

E assim você me puxou para os seus braços e me deu um abraço daqueles que nos fazem esquecer tudo.

Eu amo você – você sussurrou no meu ouvido e em seguida me beijou. Eu me senti a pessoa mais feliz do mundo. Mesmo com meu nervosismo enorme, e as palavras não saindo muito bem, criei coragem e falei tudo o que eu queria falar a meses para você.

Eu.. Eu te.. Eu te amo! – Nossos olhares se encontraram, você passou a sua mão lentamente pela minha face e sorriu. Parecia que você já sabia, sempre soube. Você em segundos me beijou, um beijo calmo e intenso.

Como é bom relembrar aquele dia. É bom relembrar todos os dias que tive a sorte de passar ao seu lado. Deus não deveria ter te levado assim tão depressa, nós queríamos ter tido mais tempo com você. Você precisava de mais tempo aqui conosco. Eu sei que você está sempre ao nosso lado presente espiritualmente e está vivo em nossos corações. Mas nesses últimos 365 dias eu ainda não consigo acreditar que lhe perdi. Tem dias que eu acordo na esperança que tudo isso tenha sido um sonho, e com a expectativa de lhe ver ali deitado do meu lado, mas acabo voltando rápido demais para a realidade. O pior momento é quando o telefone tocar exatamente as 17:00hrs, eu sempre penso que é você me ligando e corro pra atender, e as vezes antes de alguém falar algo, eu digo: Amor estou morrendo de saudades, que horas você vai voltar? – Era assim que a gente se comunicava, esse é o nosso horário. Mas aí eu lembro que você se foi e a pessoa que está do outro lado da linha não é você, e tudo que me resta é desligar o telefone e chorar, chorar pedindo a Deus para te trazer de volta. Mesmo sabendo que isso é impossível.Leia mais »

Ela e Ele <3

Ela fazia planos para o futuro. Ele só queria que o futuro o surpreende-se. Ela ia todas as tardes para a biblioteca e se trancafiava no meio dos livros. Ele só ia quando a mãe o obrigava, suas tardes eram resumidas em jogar vídeo game e ouvir o bom e velho Rock’roll. Enquanto ela estudava para os assuntos que poderiam cair no vestibular. Ele ainda estava tentando decorar a fórmula de bhaskara. Ela tentava fazer amigos, mas as pessoas pareciam não gostar da companhia dela. Com o seu jeito engraçado ele conseguia facilmente se enturmar. Ela colecionava momentos. Ele só gostava de vivê-los. Ela queria um dia viver uma história amor. Ele dizia que o amor não existia. Eles eram diferentes, mas como seria se um dia o destino os colocasse frente-a-frente?

Ele só não queria ir para o colégio naquele dia. Ela por conta da rotina corrida se esqueceu de fazer o trabalho de história. Ele arrumou uma desculpa e disse para a mãe que não poderia ir para aula porque teria que ir à biblioteca fazer um trabalho. Ela saiu cedo como de costume, mas ao invés de ir para o colégio, se direcionou a biblioteca para dar inicio à sua tarefa. Ele dizia que qualquer lugar seria melhor que o colégio, assim pegou sua mochila, seu mp3 e saiu andando. Ela já tinha começado a sua obrigação, quando ele apareceu na porta. Depois de tanto andar pelos quarteirões, ele decidiu que só precisava de um lugar tranquilo. Ela tímida mal conseguia levantar a cabeça para olha-lo. Ele percebendo isso sorriu e se sentou na ultima mesa, ali ele poderia observar tudo, principalmente ela. Ela tentou não se distrair com a presença dele e continuou seu trabalho. Ele pegou seus fones e ligou o mp3 no volume máximo, deixou no modo aleatório, ajeitou sua bolsa a fazendo de travesseiro e dormiu. Ela precisava de mais livros, mas a sessão de história geral estava próxima dele. Ela se levantou e foi até lá. Ela não sabia explicar por que estava tão nervosa, ficava brigava consigo mesma em pensamentos. Por ser um pouco desastrada acabou deixando cair dois livros, o barulho o fez despertar. Ele tirou os fones, percebeu o que tinha acontecido, olhou para ela e sorriu. Ela ficou vermelha igual pimenta. Ele pegou os livros e ainda sorrindo entregou a ela. Ela mal conseguiu pronunciar um obrigado. Ele voltou a ouvir música e começou a procurar algo dentro de sua mochila. Ela continuou procurando o livro. Ele desistiu de procurar algo que ele mesmo não sabia o que era e se virou a ela perguntando se precisava de ajuda. Ela respirou fundo e disse que não, que já havia encontrado, mas o agradeceu mesmo assim, pegou o primeiro livro que viu e saiu em direção a sua mesa. Ele queria voltar a escutar suas músicas, mas algo maior – que nem ele mesmo sabe explicar – o fez levantar e ir até onde ela estava, sentando na sua frente. Ela pegou um susto quando o viu ali. Ele sorriu. Ela gostava daquele sorriso e o retribuiu. Ela logo voltou para si e perguntou o que ele queria. Ele disse que gostaria de conversar. Ela achou aquilo estranho, mas fez um sinal que sim com a cabeça, como se o mandasse começar a conversa. Ele falou sobre ele não querer ir hoje para a escola. Ela disse que havia se esquecido pela primeira vez de entregar um trabalho. Ele falou que praticamente não estudava, só com a explicação dos professores ele conseguia tirar ótimas notas nas provas, menos em matemática. Ela o achava interessante. Ele gostava da companhia dela. Ela contou sobre a sua dificuldade de fazer amigos. Ele disse que ela era incrível, e quem não notava isso não merecia a amizade dela. Ela já não estava mais com vergonha ou nervosa. Ele compartilhava momentos com ela. Ela contava coisas que ninguém mais sabia sobre ela. Ele a ouvia. Ela o ouvia. Ele a ajudou com seu trabalho de história e mesmo percebendo que ela havia pegado um livro totalmente fora do assunto a ser abordado, ele não disse nada, apenas sorriu. Ela sabia que ele tinha percebido sobre o livro, mas ficou contente por ele não ter comentado nada. Ele falou que amava jogos eletrônicos. Ela falou sobre sua rotina e de como não havia tempo para essas coisas. Ele apenas queria que ela não se privasse tanto dos pequenos prazeres que a vida oferecia. Ela falou que era feliz daquele jeito. Ele sorriu e em meio a troca de olhares a fez perceber que ele gostava dela do jeito que é. Ela não queria que aquele momento acabasse. Ele não queria se despedi dela. Mas ambos sabiam que já estava praticamente na hora de ir embora. Ela já estava prestes a se despedir. Ele tomou uma atitude e a convidou para sair. Ela aceitou… Dias depois eles se encontraram na frente da biblioteca. Ele resolveu chegar mais cedo para não a fazer esperar. Ela já estava lá quando ele chegou. Ele sorriu. Ela sorriu. Ele a elogiou. Ela ficou vermelha e novamente mal conseguiu dizer um obrigado. Ele sorrindo disse que aquele dia ia ser perfeito. Ela perguntou para onde eles iam. Ele explicou que era uma surpresa, mas que ela deveria ficar tranquila que ele já havia programado tudo. Ela tirou ideia sobre ele ter feito um plano. Ele a levou para assistir um filme. Ela ficou encantada com cinema, era sua primeira vez dentro de um. Ele se sentia feliz em fazê-la se sentir feliz. Eles assistiram uma comédia romântica, “Um plano do destino”. Ela dizia baixinho para ele que o destino tem um plano para cada pessoa. Ele ria e tentava explicar para ela que o destino não existia. E nessa discussão ficaram até as letrinhas subirem e eles perceberem que o filme havia acabado. No fim das contas eles saíram dali abraçados e um compreendendo o que o outro pensava. Ela dizia que um dia iria provar para ele que o destino existe. Ele a chamava de louca. Eles seguiram rumo a uma casa de jogos eletrônicos. Ela quando viu logo sorriu e de tão empolgada que estava o beijou no rosto. Ele sentiu seu coração acelerar. Ela já sabia no fundo que estava começando a se apaixonar por ele. Ele sentia algo que ainda não sabia como chamar. Ela dizia que ia perder todos os jogos. Ele dizia que ela ia ganhar se ela fosse boa, mas ele não ia entregar nenhum jogo de bandeja. Ela achava aquilo justo. Eles sorriram, se divertiram.. Ela ganhou praticamente em todos os jogos. Ele a deixou ganhar. Ela sabia, mas preferiu não comentar nada. Ele sabia que ela sabia. E assim era aquela amizade dos dois. Ela disse que já estava ficando tarde. Ele resolveu acompanha-la a sua casa. Eles foram conversando. Ela falava sobre alguns detalhes do dia maravilhoso que eles tiveram. Ele se encantava com ela falando e ainda mais vendo ela assim, feliz. Ela queria falar que estava apaixonada. Ele havia descoberto o que eram aquelas sensações e buscava saber como iria contar aquilo para ela. Ela se perguntava se ele sentia o mesmo. Ele se perguntava se ela sentia o mesmo. Ela achou melhor não arriscar. Ele achou melhor arriscar. Ele parou de andar e a chamou. Ela o olhou como se perguntasse o que era. Ele segurando a mão dela, olhou no fundo dos seus olhos e começou a se pronunciar: Anna, eu estou apaixonado por você e as palavras se tornam incapazes de passar tudo o que estou sentindo. Ele tocou a sua face e lentamente seus lábios foram se encostando aos dela. Um beijo calmo, um momento romântico, dois corações acelerados. Ela sorriu olhando nos seus olhos e com seus lábios tão próximos ela se declarou: Eu estou apaixonada por você e o beijou. Eles eram diferentes, mas não se importavam por serem assim. Isso nunca os impediu de ficar juntos, muito pelo contrario.. Eles seguiram abraçados, cada qual tentando explicar esse sentimento que ambos estavam sentindo. Ele falava sobre o dia em que eles se conheceram. Ela falava da hora que deixou os livros caírem. Eles riam daquilo. Ele disse que ela não precisava mais provar nada. Ela a principio não entendeu, mas depois abriu um sorriso enorme. Ele retribuiu o sorriso e disse todo brincalhão: Lembre-me sempre de agradecer muito a ele por ter colocado você no meu caminho. E a beijou. Mal sabem que aquilo só aconteceu por causa de ambas às partes, o destino só os colocou frente-a-frente e deixou por conta deles escrever sua história. Ele segurou sua mão. Ela se sentiu segura segurando a mão dele, e assim seguiram juntos.  

O colecionador de histórias

Todo mundo sonha em viver uma história de amor, e eu apenas as coleciono e conto para aqueles que ainda não acreditam que o amor existe. Uns me chamam de cupido, por trazer felicidade para aqueles corações que não tinham mais esperanças de serem felizes. Mas sou apenas um velhinho que sabe a hora certa de dar uma segunda chance e de transformar uma simples troca de sorrisos em um amor para vida toda.

Vou contar uma história para você, a minha favorita, aconteceu há quinze anos. Já tinha acompanhado aqueles dois por muito tempo, entre brigas e abraços. Sempre dando a eles uma segunda chance, algo me dizia que eles iriam um dia se acertar.

Ela uma moça linda, de olhos grandes, cabelos castanhos longos e ondulados. Ele um rapaz brincalhão, de cabelos escuros e olhos da cor de breu. Ela sempre foi apaixonada por ele. Ele sempre foi apaixonado por ela. Viviam na mesma roda de amigos, todos sabiam que eles combinavam, mas ambos tinham medo de arriscar. E se eu a perder de vez, ele dizia para seu amigo. E se eu o perder de vez, ela dizia para sua amiga.

Entre duvidas e escolhas eles resolveram se calar. Mesmo um sabendo o que o outro sentia. Quando eu vi a que ponto está história estava chegando resolvi ajuda-los. Dei a eles uma oportunidade. Um novo ano começou. Ela já não aguentava mais aquele sentimento. Ele não sabia mais como lidar com aquele sentimento. Ela tinha medo. Ele tinha medo. Ambos se amavam. Mas ela optou em ir terminar o ensino médio na cidade que o pai dela morava. Bem longe dele.

A última trocar de olhares, os últimos sorrisos com os amigos que assim como ela também iriam embora, o último abraço deles. Ela disse adeus. Ele disse até breve. Aquilo a deixou com esperanças de um dia eles se reencontrarem, mesmo não querendo mais alimentar esse sentimento. Ela sorriu. Ele retribuiu o sorriso. Aquela dor estava sendo insuportável para ambos. Ela foi embora. Ele continuou ali com um nó enorme na garganta. O que eu estou fazendo? Ele se perguntou. E antes que o cérebro encontra-se uma resposta que o fizesse apenas ir para casa, o coração gritou: VOCÊ ESTÁ DEIXANDO O AMOR DA SUA VIDA IR EMBORA!

Ele se deixou guiar pelo coração. Saiu correndo atrás do que era mais importante para ele. Quando mais corria, mas seu coração acelerava e a certeza de está fazendo a coisa certa tomava conta de seu corpo. Lá estava ela, ele avistou de longe e começou a desacelerar. Mesmo estando sem folego ele a chamou. O som da sua voz a fez parar e como se fosse em câmara lenta ela se virou. Os olhares se cruzaram. Ela estava assustada. Ele estava procurando ar. Ela estava cheia de perguntas, mas tudo o que fez foi sorrir. Ele retribuiu. A noite estava perfeita. A lua estava cheia e os iluminava com o seu brilho. Eles foram se aproximando aos poucos. Cada vez mais próximos. Próximos. Próxi.. Ele a beijou. Ela retribuiu. Dois corpos agora estavam unidos em um só. Todas aquelas duvidas tinham ido embora, agora só existia certezas. Eles não conseguiam parar de se beijar. Eles estavam felizes. Assim foi aquele momento, eles passaram a vida inteira lidando com palavras para expressar o amor que cada um sentia, mesmo que ambos não tinham coragem de falar cara-a-cara, mas eles sempre só precisaram de uma oportunidade. De uma atitude.

A vida é assim caro leitor, quando você se dar conta que está preste a perder a única pessoa que te faz feliz e que você corre o risco de nunca mais ter a chance de vê-la, seu coração toma conta do seu corpo. Substituir seus medos por esperança, esperança de ainda dar tempo de consertar sua história. Você encontra certezas, certezas que durante toda sua vida foram apenas duvidas. E com eles isso não foi diferente.

Ele só precisou perceber que a estava perdendo-a, para o amor se manifestar e fazer tudo acontecer.

Muitos podem dizer que eu fiz tudo, mas eu apenas dei a chance, mesmo não tendo certeza alguma que ele iria segura-la. E já se passaram quinze anos. Ela está tão linda quanto antes. Ele a amar cada dia mais. Eles se casaram três anos após o primeiro beijo. Todos os achavam imaturos e diziam que aquele relacionamento não iria durar. Mas eles se arriscaram, agora sem medo algum. Passaram por dificuldades, ainda mais quando os gêmeos nasceram, foram muitos dias difíceis, mas eles nunca deixaram de acreditar. Hoje os vejo tão apaixonados quanto no dia que eu os conheci, ou como nos contos infantis: Eles viveram felizes para sempre!

Hoje percebi que estou apaixonada por você…

‘Hoje percebi que estou apaixonada por você’ e para eu perceber isso não precisou acontecer nada de novo. Foi apenas um dia normal como outro qualquer. Na manhã quando você me ligou tentando me acordar e eu já estava acordada, estava pensando em você e querendo ouvir sua voz me dizendo “bom dia, pequena”. Ah, e não posso esconder que ultimamente ando dormindo com a blusa que você me deu, ela me passa segurança, acredite. E isso para mim é algo normal, que antes poderia ser visto como algo muito perigoso, pois no começo não queria me apaixonar por você, mas como evitar algo inevitável? Eu não sei e creio que você também não saiba.

Mas continuando.. Você me ligou e eu fiquei tão feliz ao ouvir sua voz, que me assustei comigo mesma. Queria te dizer isso. Queria te falar que estava com saudades. Queria poder demonstrar meus sentimentos, mas fiquei com receio. Uma voz ecoava pela minha mente, repetindo sempre as mesmas frases: “não diga que está apaixonada”, “você vai acabar se magoando”, “ele não sente o mesmo por você” e assim tudo que me restava era tentar esconder esse sentimento, por medo como você mesmo diz. Mas o dia continuou e mesmo não tendo você aqui perto de mim, na minha mente você permanecia sendo o assunto principal. Se eu assistia algo, lembrava de você. Se eu ouvia uma música tocar no rádio, lembrava de você. Se eu olhar-se pro céu, lembrava de você. Se meu telefone tocar-se, meu coração já disparava pensando que era você me ligando. Se eu começasse a desenhar algo, logo desenharia um coração com perninhas e bracinhos e assim lembraria de você, da gente. No começo eu tentei não senti isso, lutar contra esse sentimento, mas poxa, eu gosto de senti isso, eu gosto de VOCÊ!

É patético eu tentar mudar isso e o bom foi que percebi muito rápido e assim pude me deixar levar por esse sentimento, que no fim das contas é maravilhoso.. Mas voltando a história, à noite quando fui para a sua casa assistir um filme, mesmo tendo vergonha da sua mãe, fiquei contente em te ver, em poder ficar abraçadinha com você, poder matar a saudade enorme que eu estava sentindo. E foi diante disso que descobri que estou apaixonada por você, porque se isso não for paixão acho que vou ao hospital me consultar, pois é arriscado ser uma doença. Mas prefiro imaginar que eu esteja apaixonada. E sinceramente? Eu sei que estou!

Welcome Halloween!

Muitos já devem ter ouvindo falar sobre o Halloween, mas você já se perguntou como surgiu esse costume? Vasculhei alguns sites e decidi contar um pouquinho sobre essa data.

O Halloween é uma mistura de antigas crenças celtas e rituais católicos que foram se aperfeiçoando no decorrer do tempo. Sua origem remonta ao festival Samnhain, que era comemorado pelos Celtas no dia 1° de novembro representando um novo ano. Eles acreditavam que na véspera do ano novo os espíritos dos mortos transitavam livremente no nosso mundo. Muitos tentando se comunicar com seus familiares e outros preferiam atrapalhar a vida daqueles que nada os fizeram. Dessa forma, passaram a criar oferendas para apaziguar os mortos, enfeitando suas casas, colocando velas e comidas nas janelas. Os anos foram se passando e os Celtas começaram a comemorar esse dia com rituais (vistos pela igreja como rituais satanitas), as pessoas faziam fogueiras, usavam máscaras, ouviam músicas e interpretavam peças pelas ruas, para assim mostrar aos mortos que todos poderiam viver na paz.

Essa tradição chegou aos EUA em meados do século XIX e foi muito bem recebida pelos americanos que além de aderirem essa nova cultura passaram a modifica-la com o tempo, deixando-a cada vez melhor. As crianças e adolescentes saiam as ruas nesta data fantasiados de algo assustador e horripilante, batiam de porta em porta pedindo doces, foi aí que surgiu a famosa brincadeira “gostosuras ou travessuras?”. E assim o Halloween foi perdendo um pouco do seu caráter supersticioso e religioso, mas nunca abandonando suas raízes.

Devido a divulgação da mídia essa cultura internacional chegou ao Brasil, porém ainda não conseguiram adaptar esses costumes aqui. Por ser muito recente, poucos brasileiros concordam com a ideia de comemoramos essa data e poucos a comemoram. Sofrendo fortes críticas dos setores religiosos, principalmente das religiões cristãs. Que argumentam que esta festa de origem pagã poderá influência as crianças a desrespeitarem seus princípios e valores cristãos. O triste é saber que dificilmente o povo daqui vai apreciar essa cultura tão legal, mas ainda tenho esperanças de um dia ver as pessoas fazendo parte dessa data fantasmagórica e aderindo cada vez mais aqui essa tradição.

Happy Halloween!! ❤