Sobre 2014, amigos, e a vida…

A minha ficha ainda não caiu que o ano está acabando, que já estamos em contagem regressiva para 2015 chegar, que depois de amanhã já é 1 de Janeiro de 2015. Acho que vai ser um pouco difícil dar adeus a 2014, apesar de não ter vivido grandes momentos, foi um ano que posso dizer com toda certeza que aprendi muito e que mudei um pouco.
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No inicio de 2014 estava cercada de planos, mas eles começaram a desandar logo nas primeiras semanas de Janeiro. Primeiro porque a minha nota do Enem não deu para nada, apesar de ter amado a minha nota na redação (820 <3) tenho o direito de me achar haha. Segundo porque acabei passando na Faculdade Mauricio de Nassau, mas meus pais não deixaram eu cursar, porque além de ser em outra cidade, meu curso era durante a noite. Fui obrigada a passar todo um semestre em casa, já que sempre tive poucos amigos e a maioria estavam em outras cidades, principalmente meu amor, que só pra deixar a história mais interessante, naquele mês acabou indo passar alguns meses lá em Goiânia, GO (só ia voltar em Dezembro) e tentamos manter um relacionamento a distância.

Vendo que em relação aos meus estudos não ia começar nenhum curso naquele momento, passei a estudar em casa, me acordava todo dia cedo e estudava, o objetivo era me preparar para o Enem e novamente para a prova da Mauricio de Nassau em agosto. A questão é que aquilo passou a ser a minha rotina e teve momentos que achei que estava entrando em inicio de depressão. Tudo que eu fazia era estudar, ler, conversar uma vez ou outra com os meus amigos, sair uma vez ou outra, e receber a ligação do meu amor (que sinceramente salvava meu dia). Isso estava me sufocando.

As coisas começaram a ficar diferentes quando fiz a minha matricula na Faculdade Mauricio de Nassau, em Agosto. É, já tinha passado na prova e apesar do meu curso, Psicologia, continuar no turno da noite meu pai conseguiu uma vaga no ônibus escolar que vai todo dia para lá, ou seja, iria passar ao todo praticamente 3 horas dentro de um ônibus, mas finalmente minha rotina mudaria. E mudou, muito!

Foi diante dessa nova rotina que aprendi a deixar de ser aquela menina tímida, passei a construir novas amizades e claro fortalecer as antigas, conheci muita gente boa e que espero levar para o resto da minha vida, assim como também pessoas que não mereciam sequer o meu oi, e pode ter certeza que tenho bons motivos para dizer isso. Foi a partir de Agosto que passei a me importar menos com as opiniões dos outros e a expor mais os meus pensamentos sobre diferentes assuntos, mesmo os outros me achando louca ou coisa pior.

Nesse ano eu voltei a acreditar no amor (Obrigada Alex <3). Fiquei bêbada. Dancei horrores. Tive ainda mais certeza que tenho os melhores amigos do mundo. Entrei na faculdade. Fiz novas amizades. Deixei de ser tímida. Chorei bastante. Magoei-me. Desfiz algumas amizades. Aprendi a lidar com a saudade. Estudei muito. Dediquei-me ao blog <3. Fiz algumas burradas. Tirei fotos engraçadas. Conheci as melhores pessoas e as piores também. Viajei para Canindé-CE. Acabei indo para Fortaleza-CE. Fiquei de prova final em 5 matérias. Finalmente fui a um show de Chicabana. Aprendi a expor mais a minha opinião. Abri a cabeça pro novo. Cortei o cabelo mais que o normal. Aprendi a ser menos explosiva. Acabei lendo muito, mais do que estavam em meus planos. Comecei a escrever meu livro. Soube valorizar mais as pessoas que amo, aquelas que tiram-me sorrisos, que simplesmente por existirem fazem meus dias mais felizes.

Fico feliz em dizer que meu 2014 foi repleto de altos e baixos, que a grande maioria dos meus planos não deram certo e que aqueles que no final deram certo, passaram por uma longa tempestade para chegarem na maré mais calma. Sabe, as coisas até que não saem como a gente imagina, mas tudo tem um sentido, esse ano acabei tendo as melhores experiencias e aprendendo ao máximo com minhas atitudes.

Bom, só tenho a agradecer aos meus familiares, amigos, conhecidos, a todos que fizeram parte do meu 2014. Obrigada <3. Mas, acima de tudo, obrigada a vida por ter deixado meu ano ainda mais perfeito fugindo do roteiro que eu tinha programado. Tchau, 2014. Foi bom ter passado os 365 dias ao seu lado.

P.s. Sim, ele já voltou e estamos juntos, apesar de termos passado por algumas complicações…

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O colecionador de histórias

Todo mundo sonha em viver uma história de amor, e eu apenas as coleciono e conto para aqueles que ainda não acreditam que o amor existe. Uns me chamam de cupido, por trazer felicidade para aqueles corações que não tinham mais esperanças de serem felizes. Mas sou apenas um velhinho que sabe a hora certa de dar uma segunda chance e de transformar uma simples troca de sorrisos em um amor para vida toda.

Vou contar uma história para você, a minha favorita, aconteceu há quinze anos. Já tinha acompanhado aqueles dois por muito tempo, entre brigas e abraços. Sempre dando a eles uma segunda chance, algo me dizia que eles iriam um dia se acertar.

Ela uma moça linda, de olhos grandes, cabelos castanhos longos e ondulados. Ele um rapaz brincalhão, de cabelos escuros e olhos da cor de breu. Ela sempre foi apaixonada por ele. Ele sempre foi apaixonado por ela. Viviam na mesma roda de amigos, todos sabiam que eles combinavam, mas ambos tinham medo de arriscar. E se eu a perder de vez, ele dizia para seu amigo. E se eu o perder de vez, ela dizia para sua amiga.

Entre duvidas e escolhas eles resolveram se calar. Mesmo um sabendo o que o outro sentia. Quando eu vi a que ponto está história estava chegando resolvi ajuda-los. Dei a eles uma oportunidade. Um novo ano começou. Ela já não aguentava mais aquele sentimento. Ele não sabia mais como lidar com aquele sentimento. Ela tinha medo. Ele tinha medo. Ambos se amavam. Mas ela optou em ir terminar o ensino médio na cidade que o pai dela morava. Bem longe dele.

A última trocar de olhares, os últimos sorrisos com os amigos que assim como ela também iriam embora, o último abraço deles. Ela disse adeus. Ele disse até breve. Aquilo a deixou com esperanças de um dia eles se reencontrarem, mesmo não querendo mais alimentar esse sentimento. Ela sorriu. Ele retribuiu o sorriso. Aquela dor estava sendo insuportável para ambos. Ela foi embora. Ele continuou ali com um nó enorme na garganta. O que eu estou fazendo? Ele se perguntou. E antes que o cérebro encontra-se uma resposta que o fizesse apenas ir para casa, o coração gritou: VOCÊ ESTÁ DEIXANDO O AMOR DA SUA VIDA IR EMBORA!

Ele se deixou guiar pelo coração. Saiu correndo atrás do que era mais importante para ele. Quando mais corria, mas seu coração acelerava e a certeza de está fazendo a coisa certa tomava conta de seu corpo. Lá estava ela, ele avistou de longe e começou a desacelerar. Mesmo estando sem folego ele a chamou. O som da sua voz a fez parar e como se fosse em câmara lenta ela se virou. Os olhares se cruzaram. Ela estava assustada. Ele estava procurando ar. Ela estava cheia de perguntas, mas tudo o que fez foi sorrir. Ele retribuiu. A noite estava perfeita. A lua estava cheia e os iluminava com o seu brilho. Eles foram se aproximando aos poucos. Cada vez mais próximos. Próximos. Próxi.. Ele a beijou. Ela retribuiu. Dois corpos agora estavam unidos em um só. Todas aquelas duvidas tinham ido embora, agora só existia certezas. Eles não conseguiam parar de se beijar. Eles estavam felizes. Assim foi aquele momento, eles passaram a vida inteira lidando com palavras para expressar o amor que cada um sentia, mesmo que ambos não tinham coragem de falar cara-a-cara, mas eles sempre só precisaram de uma oportunidade. De uma atitude.

A vida é assim caro leitor, quando você se dar conta que está preste a perder a única pessoa que te faz feliz e que você corre o risco de nunca mais ter a chance de vê-la, seu coração toma conta do seu corpo. Substituir seus medos por esperança, esperança de ainda dar tempo de consertar sua história. Você encontra certezas, certezas que durante toda sua vida foram apenas duvidas. E com eles isso não foi diferente.

Ele só precisou perceber que a estava perdendo-a, para o amor se manifestar e fazer tudo acontecer.

Muitos podem dizer que eu fiz tudo, mas eu apenas dei a chance, mesmo não tendo certeza alguma que ele iria segura-la. E já se passaram quinze anos. Ela está tão linda quanto antes. Ele a amar cada dia mais. Eles se casaram três anos após o primeiro beijo. Todos os achavam imaturos e diziam que aquele relacionamento não iria durar. Mas eles se arriscaram, agora sem medo algum. Passaram por dificuldades, ainda mais quando os gêmeos nasceram, foram muitos dias difíceis, mas eles nunca deixaram de acreditar. Hoje os vejo tão apaixonados quanto no dia que eu os conheci, ou como nos contos infantis: Eles viveram felizes para sempre!

Às vezes só precisamos desacelerar!

Hoje fiz o que muitos brasileiros dificilmente fazem, tirei um dia de folga em pleno começo de semana, isso mesmo, na segunda-feira. Resolvi fazer algo diferente, sair da rotina às vezes faz bem, então após muito pensar sobre como iria aproveitar esse dia maravilhoso, decidi fazer um pedaço do trajeto que faço a cada manhã – de casa para o metro –, só que dessa vez indo mais devagar e observando o que estava a minha volta.

Acordei cedo, estava uma manhã fria, perfeita para aqueles que gostam e podem dormir até tarde, ou seja, eu. Mas isso só me trouxe mais disposição, me vestir, dessa vez com uma roupa confortável – detesto aquele uniforme do trabalho –, peguei a maquina fotográfica e sair. Fui enfrentar o caos de uma segunda-feira nesta metrópole, São Paulo, só que dessa vez em câmara-lenta e registrando cada momento que eu achar-se importante.

O primeiro pedaço do meu destino era o metro, ao invés da correria que já era acostumada a fazer, fui calmamente, como se não tivesse um rumo certo – no fundo eu não sabia onde ia parar -, me vendo assim em meio aquela multidão de pessoas programadas, que cair entre nós parecem robôs obedecendo a comandos automáticos, me senti perdida, ou como minha avó diria “me senti como uma agulha no palheiro”. Mas vi algo que me chamou atenção, um garotinho pedindo um trocado para comprar algo para comer, não me lembro de ter o visto antes. De acordo com o que ele me disse, ele sempre esteve ali, não pude deixar de ajudar e ainda mais de fotografar.

Seguir meu rumo e me dei conta que pela rua onde eu sempre andei tem diversos minis restaurantes, um mais fofo que o outro, escolhi na mamãe mandou – recordando minha infância – e entrei em um que além de ter o melhor pãozinho de queijo da região, tem uma decoração antiga, ele é uma herança que veem se passando de família a família a décadas. Acho que vou sempre arrumar um tempinho para visitar a cada um e claro, voltar nesse. Tirei algumas fotos da decoração e fui adiante, entre ruas e mais ruas, conseguir chegar à pracinha, a mesma que eu sempre passava correndo por medo de perder o metro, parei e sentir um pouquinho do ar puro que ainda resta por aqui.

Por poucos segundos me sentir livre, livre de escolhas, livre da rotina, livre de mim mesma e foi maravilhoso isso. Nunca havia me dado conta do tanto de barraquinhas de bijuteria e brechós que tem ali naquela pracinha, não pude resistir e quando me dei conta gastei mais do que devia. Como nunca percebi que ali tem tudo que preciso e a um preço que cabe no meu bolso? Não demorou muito para perceber que o medo que eu tenho do tempo me fez ficar assim. Cega para as coisas simples e prazerosas que a vida nos oferece. Não me esqueci de registrar em imagens esses momentos e assim continuei minha trilha e após um pouco mais de caminhada lenta cheguei à metade do meu destino, o metro.

Peguei a condução para o mais próximo possível da praça do por do sol, claro que esse não é o mesmo caminho que pego para chegar ao meu trabalho, mas como disse no começo, só vou fazer um pedaço do trajeto que faço a cada manhã. Da minha casa até o metro. Até porque é raro eu tirar um dia de folga e mais raro ainda meu chefe me dar um dia de folga, então acho que mereço aproveitar um pouco.

E porque eu escolhi ir essa praça? Bom, hoje é perfeito para ir lá, não tem muita gente já que a grande maioria está trabalhando, o tempo está um pouco frio, o que significa que não vou ficar queimada do sol ou morrendo de calor e poder ter a chance de ver lá de cima a vista linda aqui de baixo faz até a gente recarregar o suficiente para poder enfrentar na manhã seguinte novamente a rotina.

Então é isso, já estou quase no meu destino final e nem sei como deu tempo de escrever este texto aqui no metro. No fim das contas posso dizer que aprendi algo, aprendi que é bom desacelerar um pouco de vez em quando para podermos nos dar contar do que ainda é viver.